Carta do Papa Francisco para o IX Encontro Mundial das Famílias

Íntegra da carta do Papa Francisco para o IX Encontro Mundial das Famílias, que será realizado em Dublin, em 2018. 

No final do texto há o link para baixá-lo em PDF (em português de Portugal).

 

CARTA DO PAPA FRANCISCO
PARA O IX ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS SOBRE O TEMA:
“O EVANGELHO DA FAMÍLIA: ALEGRIA PARA O MUNDO”
 [DUBLIM, 21-26 DE AGOSTO DE 2018]

 

Ao Venerado Irmão Cardeal Kevin Farrell
Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida

No final do VIII Encontro Mundial das Famílias, realizado em Filadélfia em setembro de 2015, eu anunciei que a sucessiva reunião com as famílias católicas do mundo inteiro teria lugar em Dublim. Agora, com o desejo de dar início à sua preparação, sinto-me feliz por confirmar que ela será realizada de 21 a 26 de agosto de 2018, sobre o tema: «O Evangelho da Família: alegria para o mundo». E a propósito desta temática e do seu desenvolvimento, gostaria de oferecer algumas indicações mais específicas. Com efeito, desejo que as famílias tenham a possibilidade de aprofundar a sua reflexão e a sua partilha sobre o conteúdo da Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia.

Seria possível questionar-se: o Evangelho continua a ser alegria para o mundo? E mais ainda: a família continua a ser uma boa notícia para o mundo de hoje?

Estou convicto que sim! E este «sim» encontra-se firmemente fundado no desígnio de Deus. O amor de Deus é o seu «sim» à criação inteira e ao seu âmago, que é o homem. Trata-se do «sim» de Deus à união entre o homem e a mulher, em abertura e ao serviço da vida em todas as suas fases; é o «sim» e o compromisso de Deus a favor de uma humanidade muitas vezes ferida, maltratada e dominada pela falta de amor. Por conseguinte, a família é o «sim» do Deus Amor. Somente a partir do amor a família pode manifestar, propagar e regenerar o amor de Deus no mundo. Sem o amor não podemos viver como filhos de Deus, nem como cônjuges, pais e irmãos.

Desejo pôr em evidência como é importante que as famílias se interroguem frequentemente se vivem a partir do amor, para o amor e no amor. Concretamente, isto significa doar-se, perdoar-se, não perder a paciência, antecipar o outro, respeitar-se. Como seria melhor a vida familiar, se cada dia vivêssemos as três simples palavras: «com licença», «obrigado» e «desculpa». Todos os dias nós vivemos a experiência da fragilidade e da debilidade, e por este motivo todos nós, famílias e pastores, temos necessidade de uma humildade renovada que plasme o desejo de nos formarmos, de nos educarmos e de sermos educados, de ajudarmos e de sermos ajudados, de acompanharmos, discernirmos e integrarmos todos os homens de boa vontade. Sonho uma Igreja em saída, não autorreferencial, uma Igreja que não passe distante das feridas do homem, uma Igreja misericordiosa que anuncie o coração da revelação de Deus Amor, que é a misericórdia. É esta mesma misericórdia que nos renova no amor; e sabemos que as famílias cristãs são lugares de misericórdia e testemunhas de misericórdia; depois do Jubileu extraordinário elas sê-lo-ão ainda mais, e o Encontro de Dublim poderá oferecer sinais concretos disto.

Por conseguinte, eu convido a Igreja inteira a ter presentes estas indicações na sua preparação pastoral em vista do próximo Encontro Mundial.

A Vossa Excelência, estimado Irmão, juntamente com os seus colaboradores, apresenta-se a tarefa de promover de maneira particular o ensinamento contido na Amoris laetitia, com a qual a Igreja deseja que as famílias estejam sempre a caminho, naquele peregrinar interior que constitui uma manifestação de vida autêntica.

Dirijo o meu pensamento de forma especial à Arquidiocese de Dublim, bem como a toda a amada Nação irlandesa, pelo generoso acolhimento e pelo compromisso que exige a organização de um acontecimento de tal importância. Que o Senhor vos recompense desde já, concedendo-vos abundantes favores celestiais.

A Sagrada Família de Nazaré oriente, acompanhe e abençoe o vosso serviço e todas as famílias comprometidas na preparação do grandioso Encontro Mundial de Dublim.

Vaticano, 25 de março de 2017

FRANCISCO 

Fonte: www.vatican.va – Libreria Editrice Vaticana

 

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Carta do Papa Francisco para IX Encontro Mundial das Famílias 2018
Mensagem do Papa Francisco para a preparação do IX Encontro Mundial das Famílias, em 2018, que será realizado em Dublin, Irlanda.
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Homilia do Santo Padre na vigília de 03/out

Homilia do Santo Padre na vigília de 03/out

Papa Francisco Vaticano Noite

O Papa Francisco, na vigília que antecedeu a abertura dos trabalhos da XIV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, dia 03/out/2015, dirigiu-se aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

 

Queridas famílias, boa noite!

Que bom acender uma pequena candeia na escuridão que nos rodeia? Bem mais seria necessário para dissipar a obscuridade. Mas podem-se vencer as trevas?

Há certas fases da vida (uma vida que, apesar de tudo, está cheia de recursos maravilhosos) em que estas questões se impõem com toda a sua força. À vista das exigências da vida, sente-se a tentação de voltar atrás, desertar e fechar-se, até mesmo em nome da prudência e do realismo, escapando assim da responsabilidade de fazer cabalmente a própria parte.

Recordais a experiência de Elias? O cálculo humano leva o profeta a encher-se de medo, e este impele-o a refugiar-se. «Elias teve medo e saiu dali para salvar a sua vida. (…) Andou quarenta dias e quarenta noites até chegar ao Horeb, o monte de Deus. Tendo chegado ao Horeb, Elias passou a noite numa caverna, onde lhe foi dirigida a palavra do Senhor: “Que fazes aí, Elias?”» (1 Re 19, 3.8-9). Depois, no Horeb, encontrará a resposta, não no vento impetuoso que fendia as rochas, nem no terremoto, nem sequer no fogo. A graça de Deus não ergue a voz; é um murmúrio, de que se apercebem todos aqueles que estão prontos a ouvir a sua brisa suave: exorta-os a sair, a voltar para o mundo, testemunhas do amor de Deus pelo homem, para que o mundo creia…

Com este fôlego, precisamente há um ano nesta mesma Praça, invocamos o Espírito Santo, pedindo que os Padres sinodais – ao debruçar-se sobre a família – soubessem escutar e dialogar tendo os olhos fixos em Jesus, Palavra definitiva do Pai e critério de interpretação de tudo.

Nesta noite, não pode ser diferente a nossa oração. Porque, como recordava o Metropolita Ignazio IV Hazim, sem o Espírito Santo, Deus fica longe, Cristo permanece no passado, a Igreja torna-se uma simples organização, a autoridade transforma-se em domínio, a missão em propaganda, o culto em evocação, o agir dos cristãos numa moral de escravos (cf. Discurso à Conferência Ecumênica de Uppsala, 1968).

Por isso, rezemos para que o Sínodo, cuja abertura é amanhã, saiba reconduzir a uma figura de homem na sua plenitude a experiência conjugal e familiar; reconheça, valorize e proponha tudo o que nela há de belo, bom e santo; abrace as situações de vulnerabilidade, que a põem à prova: a pobreza, a guerra, a doença, o luto, as relações feridas e desfeitas de que brotam contrariedades, ressentimentos e rupturas; lembre a estas famílias, como a todas as famílias, que o Evangelho permanece uma «boa notícia» donde recomeçar. Do tesouro da tradição viva, os Padres saibam tirar palavras de consolação e diretrizes de esperança para famílias chamadas a construir, neste tempo, o futuro da comunidade eclesial e da cidade do homem.

* * *

Com efeito, cada família é sempre uma luz, ainda que ténue, na escuridão do mundo.

A própria história de Jesus no meio dos homens toma forma no seio duma família e, nela, permanecerá durante 30 anos. A sua é uma família como muitas outras, localizada numa remota aldeia da periferia do Império.

Talvez como poucos mais, Carlos de Foucauld intuiu o alcance da espiritualidade que emana de Nazaré. Este grande explorador apressou-se a deixar a carreira militar, fascinado pelo mistério da Sagrada Família, da relação diária de Jesus com os pais e os vizinhos, do trabalho silencioso, da oração humilde. Olhando para a Família de Nazaré, o irmão Carlos sentiu a esterilidade da avidez de riqueza e poder; com o apostolado da bondade, fez-se tudo para todos; atraído pela vida eremita, compreendeu que não se cresce no amor de Deus, evitando a serventia das relações humanas. Porque é amando os outros que se aprende a amar a Deus; é inclinando-se sobre o próximo que nos elevamos para Deus. Através da aproximação fraterna e solidária aos mais pobres e abandonados, ele compreendeu que, afinal, são precisamente eles que nos evangelizam a nós, ajudando-nos a crescer em humanidade.

Para compreender hoje a família, entremos também nós – como Carlos de Foucauld – no mistério da Família de Nazaré, na sua vida escondida, rotineira e comum, como é a vida da maioria das nossas famílias, com as suas penas e as suas alegrias simples; vida tecida de serena paciência nas contrariedades, de respeito pela condição de cada um, de humildade que liberta e floresce no serviço; vida de fraternidade, que brota de sentir-se parte de um único corpo.

A família é lugar de santidade evangélica, realizada nas condições mais comuns. Nela se respira a memória das gerações e mergulham raízes que permitem chegar longe. É lugar do discernimento, onde nos educam a reconhecer o desígnio de Deus acerca da nossa própria vida e a abraçá-lo com confiança. É lugar de gratuidade, de presença discreta, fraterna e solidária, que ensina a sair de si mesmo para acolher o outro, para perdoar e ser perdoados.

* * *

Recomecemos de Nazaré para termos um Sínodo que, mais do que falar de família, saiba ir à sua escola, com a disponibilidade de reconhecer sempre a sua dignidade, consistência e valor, apesar das muitas fadigas e contradições que a possam marcar.

Na «Galileia dos gentios» do nosso tempo, voltaremos a encontrar a espessura duma Igreja que é mãe, capaz de gerar para a vida e cuidadosa em dar continuamente a vida, em acompanhar com dedicação, ternura e força moral. Porque, se não soubermos unir a compaixão à justiça, acabaremos por ser inutilmente severos e profundamente injustos.

Uma Igreja, que é família, sabe apresentar-se com a proximidade e o amor dum pai, que vive a responsabilidade do guardião, que protege sem substituir, que corrige sem humilhar, que educa com o exemplo e a paciência… e, por vezes, simplesmente com o silêncio duma expectativa orante e aberta.

Sobretudo uma Igreja de filhos que se reconhecem irmãos nunca chega a considerar alguém apenas como um fardo, um problema, um custo, uma preocupação ou um risco: o outro é essencialmente um dom, que continua a ser tal mesmo quando percorre estradas diferentes.

A Igreja é casa aberta, alheada de grandezas exteriores, acolhedora no estilo sóbrio dos seus membros e, por isso mesmo, acessível à esperança de paz que existe dentro de cada homem, incluindo aqueles que – provados pela vida – têm o coração ferido e atribulado.

Uma Igreja assim pode verdadeiramente iluminar a noite do homem, apontar-lhe credivelmente a meta e compartilhar os seus passos, precisamente porque ela foi a primeira que viveu a experiência de ser incessantemente regenerada no coração misericordioso do Pai.

Vaticano publica o Instrumentum Laboris para a XIV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos

Vaticano publica o Instrumentum Laboris para a XIV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos

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Foi apresentado hoje, 23/jun, o Instrumentum Laboris para a XIV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá entre os dias 5 e 24/out/2015, no Vaticano.

Em cerca de 80 páginas estão apresentadas as linhas que serão discutidas diante do desafio do anúncio do Evangelho às famílias e da difusão da Boa Nova pelas famílias evangelizadas no meio do mundo.

Trata dos assuntos que mais preocupam a Igreja e que não são somente as questões dos Casos Especiais, mas também fala sobre a formação dos agentes e da construção de uma comunidade eclesial mais consciente de sua missão como Igreja povo de Deus.

Inclui-se também no documento a questão da fragilidade afetiva da pessoa e, consequentemente, das famílias, a questão da misericórdia, da caminhada cristã da penitência e do perdão.

Está em destaque também, como apareceu na lineamenta da assembleia de outubro de 2014, o caminho de preparação ao Sacramento do Matrimônio e o acompanhamento aos recém-casados.

As partes do documento:

PARTE I – ESCUTA DOS DESAFIOS NA FAMÍLIA

Capítulo I – A família e o contexto antropológico-cultural

  • O contexto sócio-cultural
  • A mudança antropológica
  • As contradições culturais
  • Contradições sociais
  • Fragilidade e força da família

 

Capítulo II – A família e o contexto sócio-econômico

  • A família recurso insubstituível da sociedade
  • As políticas em favor da família
  • O desafio de solidão e da precariedade (insegurança)
  • O desafio econômico
  • O desafio da pobreza e da exclusão social
  • O desafio ecológico

 

Capítulo III – Família e Inclusão

  • Idosos (A terceira idade)
  • O desafio de viuvez
  • A última temporada da vida e o luto na família
  • O desafio de deficiência
  • O desafio das migrações
  • Alguns desafios peculiar
  • A família e as crianças
  • O papel das mulheres

 

Capítulo IV – Família, afeto e vida

  • A importância da vida afetiva
  • A formação da afetividade
  • Fragilidade e imaturidade afetiva e emocional
  • O desafio da bioética
  • O desafio para a pastoral

 

PARTE II – O DISCERNIMENTO DA VOCAÇÃO FAMILIAR

Capítulo I – Família e pedagogia divina

  • O olhar de Jesus e da pedagogia divina na história da salvação
  • A Palavra de Deus na família
  • A pedagogia divina
  • Casamento natural e plenitude sacramental
  • Jesus e a família
  • A indissolubilidade, dom e tarefa
  • O estilo da vida familiar
  • A família no plano salvífico de Deus
  • União e fecundidade dos cônjuges
  • A família imagem da Trindade

 

Capítulo II – Família e vida da Igreja

  • A família nos documentos da Igreja
  • A dimensão missionária da família
  • A família caminho da Igreja
  • A medida divina do amor
  • A família em oração
  • Família e Fé
  • Catequese e família
  • A indissolubilidade do matrimônio e a alegria de viver juntos

 

Capítulo III – Família e caminho para a sua plenitude

  • O mistério criacional do matrimônio
  • Verdade e beleza da família e misericórdia para com as famílias feridas e frágeis
  • A ligação íntima entre a Igreja e a família
  • A família dom e tarefa
  • Ajudar a alcançar a plenitude
  • Os jovens e o medo de se casar
  • A misericórdia é a verdade revelada

 

PARTE III – A MISSÃO DA FAMÍLIA DE HOJE

Capítulo I – Família e evangelização

  • Anunciar  o Evangelho da família, hoje, em vários contextos
  • Ternura na família – ternura de Deus
  • A família sujeito da pastoral
  • A liturgia nupcial
  • A família obra de Deus
  • Conversão missionária e linguagem renovada
  • A mediação cultural
  • A Palavra de Deus fonte de vida espiritual para a família
  • A sinfonia das diferenças

 

Capítulo II – Família e formação

  • Preparação para o casamento
  • A formação dos futuros sacerdotes
  • A formação do clero e dos agentes pastorais
  • Familia e instituições públicas
  • O empenho sócio-político em favor da família
  • Pobreza e risco de usura
  • Conduzindo os nubentes no caminho de preparação para o casamento
  • Acompanhar os primeiros anos da vida matrimonial

 

Capítulo III – Família e acompanhamento

  • Cura pastoral das pessoas que vivem em união civil ou em coabitação
  • Em caminho para o sacramento nupcial
  • Curar as famílias feridas (separados, divorciados que não voltaram a casar, divorciados novamente casados, famílias monoparentais)
  • O perdão na família
  • “O grande rio de misericórdia”
  • A arte do acompanhamento
  • Os separados e divorciados fiéis ao vínculo
  • Deus nunca abandona
  • A simplificação de procedimentos e a importância da fé em causas de nulidade
  • A preparação dos operadores e o aumento dos tribunais
  • Linhas pastorais comuns
  • A integração dos divorciados novamente casados ​​civilmente na comunidade cristã
  • O caminho penitencial
  • A participação espiritual na comunhão eclesial
  • Casamentos mistos e com disparidade de culto
  • A peculiaridade da tradição ortodoxa
  • A atenção pastoral para as pessoas com tendências homossexuais

 

Capítulo IV – Família, generatividade, educação

  • A transmissão da vida e o desafio da desnatalidade
  • Responsabilidade generativa
  • Adoção e custódia
  • A vida humana mistério intangível
  • O desafio da educação e o papel da família na evangelização

 

CONCLUSÃO

 

O texto integral pode ser encontrado em http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20150623_instrumentum-xiv-assembly_it.html

Papa Francisco lança uma encíclica sobre o meio ambiente

papa-francescoO Papa Francisco lança nesta quarta-feira, 18/6.

Neste documento, o Papa fala sobre nossa casa, o mundo e lança diversas reflexões e pistas sobre atitudes cristãs diante da preservação do nosso planeta.

Leia o documento neste link: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

Instrumentum Laboris para a III Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos

Instrumentum Laboris para a III Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos

 

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Está disponível para leitura, no site do Vaticano, o Instrumentum Laboris para a III Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos que acontecerá de 05 e 19 de outubro de 2014.

Para acessar, basta clicar no link abaixo.

http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20140626_instrumentum-laboris-familia_po.html

Dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB, estará na presidência da assembleia que tem como tema OS DESAFIOS PASTORAIS DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DA EVANGELIZAÇÃO. Em 2015 acontecerá a Assembleia Ordinária do Sínodo, que então finalizará o tema.

É importante que todas as coordenações da Pastoral Familiar do Regional Sul-1 acessem e leiam o conteúdo, que traz pistas para a reflexão sobre como a Nova Evangelização está chegando à família, célula básica da sociedade.

O documento está dividido em 3 partes: (1) Comunicar o Evangelho da Família Hoje; (2) A Pastoral da Família face aos novos desafios; e (3) A Abertura à vida e à responsabilidade educativa. Em cada uma delas o documento faz análises da situação atual e faz questionamentos diante a difusão da Palavra de Deus nos lares, fala sobre a vivência da fé, o conhecimento das famílias sobre o Magistério da Igreja, a necessidade de sacerdotes e ministros preparados para ajudar a família, entre outras.

O Instrumentum Laboris ainda não dá respostas às questões. Ele é o resultado da análise do documento preliminar divulgado no final de 2013 e respondido por toda a Igreja.

Não se assustem com a expressão \”Pastoral da Família\” expressa no documento, pois o termo Pastoral Familiar é de uso no Brasil, enquanto que no restante do mundo o termo continua sendo Pastoral da Família, o que não muda o sentido do trabalho.

 

Carta do papa Francisco às Famílias

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Queridas famílias,

 

Apresento-me à porta da vossa casa para vos falar de um acontecimento que vai realizar-se, como é sabido, no próximo mês de Outubro, no Vaticano: trata-se da Assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para discutir o tema «Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização». Efetivamente, hoje, a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho, enfrentando também as novas urgências pastorais que dizem respeito à família.

Este importante encontro envolve todo o Povo de Deus: Bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos das Igrejas particulares do mundo inteiro, que participam ativamente, na sua preparação, com sugestões concretas e com a ajuda indispensável da oração. O apoio da oração é muito necessário e significativo, especialmente da vossa parte, queridas famílias; na verdade, esta Assembleia sinodal é dedicada de modo especial a vós, à vossa vocação e missão na Igreja e na sociedade, aos problemas do matrimônio, da vida familiar, da educação dos filhos, e ao papel das famílias na missão da Igreja. Por isso, peço-vos para invocardes intensamente o Espírito Santo, a fim de que ilumine os Padres sinodais e os guie na sua exigente tarefa. Como sabeis, a esta Assembleia sinodal extraordinária, seguir-se-á – um ano depois – a Assembleia ordinária, que desenvolverá o mesmo tema da família. E, neste mesmo contexto, realizar-se-á o Encontro Mundial das Famílias, na cidade de Filadélfia, em Setembro de 2015. Por isso, unamo-nos todos em oração para que a Igreja realize, através destes acontecimentos, um verdadeiro caminho de discernimento e adote os meios pastorais adequados para ajudarem as famílias a enfrentar os desafios atuais com a luz e a força que provêm do Evangelho.

Estou a escrever-vos esta carta no dia em que se celebra a festa da Apresentação de Jesus no templo. O evangelista Lucas conta que Nossa Senhora e São José, de acordo com a Lei de Moisés, levaram o Menino ao templo para oferecê-Lo ao Senhor e, nessa ocasião, duas pessoas idosas – Simeão e Ana –, movidas pelo Espírito Santo, foram ter com eles e reconheceram em Jesus o Messias (cf. Lc 2, 22-38). Simeão tomou-O nos braços e agradeceu a Deus, porque tinha finalmente «visto» a salvação; Ana, apesar da sua idade avançada, encheu-se de novo vigor e pôs-se a falar a todos do Menino. É uma imagem bela: um casal de pais jovens e duas pessoas idosas, reunidos devido a Jesus. Verdadeiramente Jesus faz com que as gerações se encontrem e unam! Ele é a fonte inesgotável daquele amor que vence todo o isolamento, toda a solidão, toda a tristeza. No vosso caminho familiar, partilhais tantos momentos belos: as refeições, o descanso, o trabalho em casa, a diversão, a oração, as viagens e as peregrinações, as acções de solidariedade… Todavia, se falta o amor, falta a alegria; e Jesus é quem nos dá o amor autêntico: oferece-nos a sua Palavra, que ilumina a nossa estrada; dá-nos o Pão de vida, que sustenta a labuta diária do nosso caminho.

Queridas famílias, a vossa oração pelo Sínodo dos Bispos será um tesouro precioso que enriquecerá a Igreja. Eu vo-la agradeço e peço que rezeis também por mim, para que possa servir o Povo de Deus na verdade e na caridade. A protecção da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José acompanhe sempre a todos vós e vos ajude a caminhar unidos no amor e no serviço recíproco. De coração invoco sobre cada família a bênção do Senhor.

 

Vaticano, 2 de Fevereiro – festa da Apresentação do Senhor – de 2014.

Dom Raymundo Damasceno estará na presidência do Sínodo Extraordinário

Na manhã de hoje, 21/fev/2014, pe. Frederico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, anunciou que o papa Francisco nomeou os três cardeais que presidirão o Sínodo Extraordinário dos Bispos, que acontecerá entre 5 e 19/out/2014.

São eles: o Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis; o Arcebispo de Paris, Cardeal André Vingt-Trois, e o Arcebispo de Manila, Cardeal Luis Antonio Tagle.

O tema do Sínodo extraordinário será \”Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização\”.

Ontem, no discurso de abertura do Consistório Extraordinário, o Papa afirmou que serão aprofundadas “a teologia da família e a pastoral que devemos implementar nas condições atuais. Façamo-lo com profundidade e sem cairmos na casística”. E advertiu ainda: “porque decairia, inevitavelmente, o nível do nosso trabalho. Hoje, a família é desprezada, é maltratada, pelo que nos é pedido para reconhecermos como é belo, verdadeiro e bom formar uma família, ser família hoje; reconhecermos como isso é indispensável para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”.

Fonte: site da Rádio Vaticano, em Português.

“O plano luminoso de Deus para a familia”

O papa Francisco abriu ontem, 20/fev/2014, o Consistório Extraordinário do Colégio Cardinalício, onde será refletido, de maneira particular, a questão da família.

O Papa afirmou, em seu discurso que “desde o início, o Criador colocou a sua bênção sobre o homem e a mulher, para que fossem fecundos e se multiplicassem sobre a terra; e assim a família torna presente, no mundo, como que o reflexo de Deus, Uno e Trino”. E disse ainda que \”é-nos pedido que ponhamos em evidência o plano luminoso de Deus para a família, e ajudemos os esposos a viverem-no com alegria ao longo dos seus dias, acompanhando-os no meio de tantas dificuldades com uma pastoral inteligente, corajosa e amorosa\”.

O consistório nomeará os novos 19 cardeais, entre eles dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro. As reflexões sobre a família são uma preparação para o Sínodo Extraordinário que acontecerá de 5 a 19/out/2014.

Encontro das Familias com o papa Francisco

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Nos dias 26 e 27/out/2013, aconteceu em Roma o Encontro das Famílias com o papa, por ocasião do Ano da Fé.

Na missa de encerramento do Encontro, no domingo, 27/out, o papa Francisco destacou a importância de três características fundamentais da família cristã: rezar, conservar a fé, viver a alegria.

Para o Papa, a oração familiar é a primeira característica fundamental da vida de uma família cristã:

\”Rezais algumas vezes em família? Algumas famílias o fazem certamente. Mas tantos perguntam-me: como se faz para rezar juntos em família? A oração é algo de pessoal e por outro lado não se encontra nunca um tempo apropriado, tranquilo para o efeito etc. Sim, é verdade, mas é também uma questão de humildade, de reconhecer que, tal como o publicano, também nós temos necessidade de Deus. Todas as famílias precisam de Deus, da sua misericórdia. E é preciso simplicidade! Rezar juntos a oração do Pai nosso durante as refeições. Isso é possível e não requer algo de extraordinário. Recitar juntos o terço em família é bonito, dá tanta força e rezar uns para os outros. A oração fortifica a família\”.

A segunda característica diz respeito a ser o santuário da fé, lembrando que, assim como fez são Paulo Apóstolo, citado na Segunda Carta à Timóteo, ela deve conservar a fé. E conservá-la

\”Não num cofre. Não a escondeu num lugar subterrâneo como fez o servo preguiçoso. S. Paulo comparou a sua vida àquela de uma batalha e de corrida. Ele conservou a fé porque não se limitou a defendê-la, mas anunciou-a irradiou-a, levou-a aos confins da terra. Ele se opôs decididamente, de forma vigorosa a todos aqueles que a queriam conservar, aqueles que queriam embalsamar a mensagem de Cristo limitando-a aos meros confins da Palestina. Por isso ele fez opções corajosas, foi para territórios hostis, deixou-se provocar por todos aqueles que viviam em lugares longínquos, de culturas diferentes, falou com franqueza sem medo. S. Paulo conservou a fé porque tal como a recebeu, doou-a, andando nas periferias e sem nunca permanecer nas posições defensivas\”.

Para o Papa, não basta guardar a fé para si como se fosse dinheiro que se deposita em um banco, mas a fé deve ser partilhada com todos. Deve haver um frenesi da fé assim como existe um frenesi dentro das jovens famílias que buscam as coisas do mundo.

A terceira característica da família cristã destacada pelo Santo Padre é a alegria:

\”A verdadeira alegria que se vive na família não é algo de superficial, não provém das coisas, das circunstâncias mais ou menos favoráveis. A verdadeira alegria provém da harmonia profunda que reina entre pessoas, aquela alegria que todos sentem no fundo do seu coração e que os faz viver a beleza de estarem juntos, de ajudarem-se mutuamente no caminho da vida. Mas na base deste sentimento de alegria profunda está a presença de Deus na família, o seu amor misericordioso, respeitoso de todos. Só Deus sabe criar a harmonia das diferenças\”.

Para o papa Francisco o segredo para uma família viver feliz é abrir-se ao amor de Deus, sem o qual a família perde a harmonia e se vive o individualismo que é o fim do amor em família. Para se abrir ao amor de Deus a família precisa seguir o exemplo da Família de Nazaré, vivendo sempre com fé e simplicidade.

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O Papa ainda dirigiu uma prece à Sagrada Família, onde pediu “a estima do silêncio” para que torne as famílias “cenáculos de oração, transformando-as em pequenas Igrejas domésticas, renovando o desejo de santidade, mantendo a nobre fadiga do trabalho, da educação, da escuta, da compreensão recíproca e do perdão”.

E para concluir, pediu ainda:

“Sagrada Família de Nazaré, restabelece na nossa sociedade a consciência do carácter sagrado e inviolável da família, bem inestimável e insubstituível.”

“Que cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz para as crianças e para os idosos, para quem está doente ou sozinho, para quem é pobre e necessitado.”

“Jesus, Maria e José, nós vos rezamos confiadamente, a vós nos confiamos com alegria.”

A Jornada das Famílias reuniu em Roma milhares de famílias vindas de centenas de países do mundo.

Leia abaixo a íntegra do discurso do papa Francisco, no sábado, 26/out/2013

\”Queridas famílias, boa tarde!

Bem-vindas a Roma!

Viestes, como peregrinas, de muitas partes do mundo, para professar a vossa fé diante do túmulo de São Pedro. Esta praça acolhe-vos e abraça-vos: somos um só povo, com uma só alma, convocados pelo Senhor, que nos ama e sustenta. Saúdo também a todas as famílias que estão unidas através da televisão e da internet: uma praça que se espraia sem confins!Quisestes chamar a este momento «Família, vive a alegria da fé!» Gosto deste título! Entretanto escutei as vossas experiências, os casos que contastes. Vi tantas crianças, tantos avós… Pressenti a tristeza das famílias que vivem em situação de pobreza e de guerra. Ouvi os jovens que se querem casar, mesmo por entre mil e uma dificuldades. E então surge-nos a pergunta: Como é possível, hoje, viver a alegria da fé em família?

1. No Evangelho de Mateus, há uma palavra de Jesus que vem em nossa ajuda: «Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos» (Mt 11, 28). Muitas vezes a vida é gravosa. Trabalhar é fatigante; procurar trabalho é fatigante. Mas, aquilo que mais pesa na vida é a falta de amor. Pesa não receber um sorriso, não ser benquisto. Pesam certos silêncios, às vezes mesmo em família, entre marido e esposa, entre pais e filhos, entre irmãos. Sem amor, a fadiga torna-se mais pesada. Penso nos idosos sozinhos, nas famílias em dificuldade porque sem ajuda para sustentarem quem em casa precisa de especiais atenções e cuidados. «Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos», diz Jesus.

Queridas famílias, o Senhor conhece as nossas canseiras e os pesos da nossa vida. Mas conhece também o nosso desejo profundo de achar a alegria do lenitivo. Lembrais-vos? Jesus disse: «A vossa alegria seja completa» (Jo 15, 11). Disse-o aos apóstolos, e hoje repete-o a nós. Assim, esta é a primeira coisa que quero partilhar convosco nesta tarde, e é uma palavra de Jesus: Vinde a Mim, famílias de todo o mundo, e Eu vos hei-de aliviar, para que a vossa alegria seja completa.

2. A segunda palavra, tomo-a do rito do Matrimônio. Neste sacramento, quem se casa diz: «Prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida». Naquele momento, os esposos não sabem quais são as alegrias e as tristezas que os esperam. Partem, como Abraão; põem-se juntos a caminho. Isto é o matrimônio! Partir e caminhar juntos, de mãos dadas, entregando-se na mão grande do Senhor.Com esta confiança na fidelidade de Deus, tudo se enfrenta, sem medo, com responsabilidade. Os esposos cristãos não são ingênuos, conhecem os problemas e os perigos da vida. Mas não têm medo de assumir a própria responsabilidade, diante de Deus e da sociedade. Sem fugir nem isolar-se, sem renunciar à missão de formar uma família e trazer ao mundo filhos. – Mas hoje, Padre, é difícil… – Sem dúvida que é difícil! Por isso, vale a graça do sacramento! Os sacramentos não servem para decorar a vida; o sacramento do Matrimônio não se reduz a uma linda cerimônia! Os cristãos casam-se sacramentalmente, porque estão cientes de precisarem do sacramento! Precisam dele para viver unidos entre si e cumprir a missão de pais. «Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença». Eles, no seu Matrimônio, rezam juntos e com a comunidade, porquê? Só porque é costume fazer assim? Não! Fazem-no, porque lhes serve para a longa viagem que devem fazer juntos: precisam da ajuda de Jesus, para caminharem juntos com confiança, acolherem-se um ao outro cada dia e perdoarem-se cada dia.

Na vida, a família experimenta muitos momentos felizes: o descanso, a refeição juntos, o passeio até ao parque ou pelos campos, a visita aos avós, a uma pessoa doente… Mas, se falta o amor, falta a alegria, falta a festa; ora o amor é sempre Jesus quem no-lo dá: Ele é a fonte inesgotável, e dá-Se a nós na Eucaristia. Nela, Jesus dá-nos a sua Palavra e o Pão da vida, para que a nossa alegria seja completa.

3. Está aqui, diante de nós, este ícone da Apresentação de Jesus no Templo. É um ícone verdadeiramente belo e importante. Fixemo-lo e deixemo-nos ajudar por esta imagem. Como todos vós, também os protagonistas da cena têm o seu caminho: Maria e José puseram-se a caminho, indo como peregrinos a Jerusalém, obedecendo à Lei do Senhor; e o velho Simeão e a profetisa Ana, também ela muito idosa, vêm ao Templo impelidos pelo Espírito Santo. A cena mostra-nos este entrelaçamento de três gerações: Simeão segura nos braços o menino Jesus, em quem reconhece o Messias, e Ana é representada no gesto de louvar a Deus e anunciar a salvação a quem esperava a redenção de Israel. Estes dois anciãos representam a fé como memória. Maria e José são a Família santificada pela presença de Jesus, que é o cumprimento de todas as promessas. Cada família, como a de Nazaré, está inserida na história de um povo e não pode existir sem as gerações anteriores.

Queridas famílias, também vós fazeis parte do povo de Deus. Caminhai felizes, juntamente com este povo. Permanecei sempre unidas a Jesus e levai-O a todos com o vosso testemunho. Obrigado por terdes vindo. Juntos, façamos nossas estas palavras de São Pedro, que nos têm dado força e continuarão a dar nos momentos difíceis: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna!» (Jo 6, 68). Com a graça de Cristo, vivei a alegria da fé! O Senhor vos abençoe e Maria, nossa Mãe, vos acompanhe!\”

Fonte: News.va – L’Osservatore Romano – Serviço de Imprensa do Vaticano.

 

Papa Francisco convoca Sínodo Extraordinario sobre a familia

\"PapaInformação da página da Rádio Vaticano em Português no Facebook, afirma que o Papa Francisco decidiu que de 5 a 19 de outubro de 2014 acontecerá a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos com o tema \”Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização\”!!!

O aviso pode ser encontrado neste link para quem tem conta no Facebook: https://www.facebook.com/radiovaticanobrasil/photos/a.387957674645619.1073741922.204528906321831/472206362887416/?type=1&theater

Deus seja sempre louvado por nossa Igreja que olha com atenção e carinho suas famílias!

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