Carta do Papa Francisco para o IX Encontro Mundial das Famílias

Íntegra da carta do Papa Francisco para o IX Encontro Mundial das Famílias, que será realizado em Dublin, em 2018. 

No final do texto há o link para baixá-lo em PDF (em português de Portugal).

 

CARTA DO PAPA FRANCISCO
PARA O IX ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS SOBRE O TEMA:
“O EVANGELHO DA FAMÍLIA: ALEGRIA PARA O MUNDO”
 [DUBLIM, 21-26 DE AGOSTO DE 2018]

 

Ao Venerado Irmão Cardeal Kevin Farrell
Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida

No final do VIII Encontro Mundial das Famílias, realizado em Filadélfia em setembro de 2015, eu anunciei que a sucessiva reunião com as famílias católicas do mundo inteiro teria lugar em Dublim. Agora, com o desejo de dar início à sua preparação, sinto-me feliz por confirmar que ela será realizada de 21 a 26 de agosto de 2018, sobre o tema: «O Evangelho da Família: alegria para o mundo». E a propósito desta temática e do seu desenvolvimento, gostaria de oferecer algumas indicações mais específicas. Com efeito, desejo que as famílias tenham a possibilidade de aprofundar a sua reflexão e a sua partilha sobre o conteúdo da Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia.

Seria possível questionar-se: o Evangelho continua a ser alegria para o mundo? E mais ainda: a família continua a ser uma boa notícia para o mundo de hoje?

Estou convicto que sim! E este «sim» encontra-se firmemente fundado no desígnio de Deus. O amor de Deus é o seu «sim» à criação inteira e ao seu âmago, que é o homem. Trata-se do «sim» de Deus à união entre o homem e a mulher, em abertura e ao serviço da vida em todas as suas fases; é o «sim» e o compromisso de Deus a favor de uma humanidade muitas vezes ferida, maltratada e dominada pela falta de amor. Por conseguinte, a família é o «sim» do Deus Amor. Somente a partir do amor a família pode manifestar, propagar e regenerar o amor de Deus no mundo. Sem o amor não podemos viver como filhos de Deus, nem como cônjuges, pais e irmãos.

Desejo pôr em evidência como é importante que as famílias se interroguem frequentemente se vivem a partir do amor, para o amor e no amor. Concretamente, isto significa doar-se, perdoar-se, não perder a paciência, antecipar o outro, respeitar-se. Como seria melhor a vida familiar, se cada dia vivêssemos as três simples palavras: «com licença», «obrigado» e «desculpa». Todos os dias nós vivemos a experiência da fragilidade e da debilidade, e por este motivo todos nós, famílias e pastores, temos necessidade de uma humildade renovada que plasme o desejo de nos formarmos, de nos educarmos e de sermos educados, de ajudarmos e de sermos ajudados, de acompanharmos, discernirmos e integrarmos todos os homens de boa vontade. Sonho uma Igreja em saída, não autorreferencial, uma Igreja que não passe distante das feridas do homem, uma Igreja misericordiosa que anuncie o coração da revelação de Deus Amor, que é a misericórdia. É esta mesma misericórdia que nos renova no amor; e sabemos que as famílias cristãs são lugares de misericórdia e testemunhas de misericórdia; depois do Jubileu extraordinário elas sê-lo-ão ainda mais, e o Encontro de Dublim poderá oferecer sinais concretos disto.

Por conseguinte, eu convido a Igreja inteira a ter presentes estas indicações na sua preparação pastoral em vista do próximo Encontro Mundial.

A Vossa Excelência, estimado Irmão, juntamente com os seus colaboradores, apresenta-se a tarefa de promover de maneira particular o ensinamento contido na Amoris laetitia, com a qual a Igreja deseja que as famílias estejam sempre a caminho, naquele peregrinar interior que constitui uma manifestação de vida autêntica.

Dirijo o meu pensamento de forma especial à Arquidiocese de Dublim, bem como a toda a amada Nação irlandesa, pelo generoso acolhimento e pelo compromisso que exige a organização de um acontecimento de tal importância. Que o Senhor vos recompense desde já, concedendo-vos abundantes favores celestiais.

A Sagrada Família de Nazaré oriente, acompanhe e abençoe o vosso serviço e todas as famílias comprometidas na preparação do grandioso Encontro Mundial de Dublim.

Vaticano, 25 de março de 2017

FRANCISCO 

Fonte: www.vatican.va – Libreria Editrice Vaticana

 

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Carta do Papa Francisco para IX Encontro Mundial das Famílias 2018
Mensagem do Papa Francisco para a preparação do IX Encontro Mundial das Famílias, em 2018, que será realizado em Dublin, Irlanda.
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Calendário 2017 da Pastoral Familiar

 

Pastoral Familiar Regional – Nacional

“Família: Uma luz para a Vida em Sociedade.”

2017

 

Data

Atividade

Local

01 de Janeiro Maternidade Divina de Maria e Dia Mundial da Paz Dioceses/ Paróquias
04 e 05 de fevereiro Formação do NUFESP p/ as Coordenações  Cidade Regina / Paulinas Raposo Tavares (SP/SP)

28 de fevereiro

(3ª feira)

Carnaval
01 de março Cinzas Dioceses/ Paróquias
04 de março 6ª Assembleia Regional da Pastoral Familiar  
08 de março Dia Internacional da Mulher  
19 de março Dia de São José Dioceses/ Paróquias
25 de março Solenidade da Anunciação do Senhor Dioceses/Paróquias
14 de abril Sexta-feira Santa Dioceses/ Paróquias
16 de abril Páscoa Dioceses/ Paróquias
21 de abril Tiradentes  
26 de abril a 05 de maio 55ª assembleia Geral dos Bispos do Brasil Aparecida – SP
01 de maio Dia do Trabalho Dioceses/ Paróquias
06 de maio Reunião c/ as Coord. das Sub-Regiões Piracicaba
15 de Maio Dia Internacional da Família Paróquias/Dioceses
25 e 26 de maio 41ª Assembleia Nacional da Pastoral Familiar Aparecida – SP
27 de Maio 7º Simpósio Nacional da Família Aparecida – SP
28 de Maio 9ª Peregrinação Nacional da Família Aparecida – SP
15 de junho (5ª feira) Corpus Christi
24 de Junho Reunião c/ as Coord. das Sub-Regiões Piracicaba

13 a 19 de Agosto

(domingo-sábado)

Semana Nacional da Família Paróquias/Dioceses
07 de setembro Independência do Brasil
08 a 10 de setembro XV Congresso Nacional da Pastoral Familiar Cuiabá – MT
23 de setembro Reunião c/ as Coord. das Sub-Regiões Piracicaba
01 a 07 de Outubro Semana Nacional da Vida Paróquias/Dioceses
08 de Outubro Dia Nacional do Nascituro Paróquias/Dioceses
20 a 22 de Outubro Assembleia das Igrejas Itaici
21 de outubro Dia Nacional da Valorização da Família Paróquias/Dioceses
02 de novembro Finados
15 de novembro Proclamação da República
25 de novembro Reunião c/ as Coord. das Sub-Regiões Piracicaba
02 de dezembro Vigília pela Vida Nascente Paróquias / Dioceses
08 de dezembro Dia Nacional da Família Paróquias /Dioceses
25 de dezembro Natal do Senhor Paróquias/Dioceses
31 de Dezembro Festa da Sagrada Família Paróquias/ Dioceses

CNBB lança série de vídeos sobre a Amoris Laetitia

CNBB lança série de vídeos sobre a Amoris Laetitia

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al2Está disponível no YouTube uma série com 35 vídeos falando sobre a Exortação Apostólica Pós-sinodal Amoris Laetitia, do Papa Francisco.al3

A série apresentada por dom João Bosco Barbosa, bispo da Diocese de Osasco e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, e por dom Francisco Carlos Bach, canonista e secretário do regional Sul 2, traz em vídeos curtos diversos aspectos sobre o documento que trata essencialmente do serviço pastoral que a Igreja deve oferecer às famílias, estejam elas em que situação estiverem.

Segundo a CNBB, “O material é resultado do encontro com membros da Pastoral Familiar paranaense e padres coordenadores da Ação Evangelizadora, ocorrido em março, em Curitiba. Na ocasião, constatou-se a necessidade de traduzir em formato digital o conteúdo central da Amoris Laetitia.”

O material é ótimo e deve ajudar os agentes de Pastoral Familiar e outros interessados na leitura do documento.

Acesse:

 

Fonte: CNBB

Assembleia Nacional da Pastoral Familiar abordará a “Amoris Laetitia”

Assembleia Nacional da Pastoral Familiar abordará a “Amoris Laetitia”

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Acontece neste final de semana, 24 e 25/jun/2016, a 40ª Assembleia Ordinária da Pastoral Familiar, em Brasília (DF), com participação da presidência e assessoria nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Na abertura da Assembleia, uma equipe de Cuiabá (MT) explicará os andamentos da organização do XV Congresso Nacional da Pastoral Familiar, que ocorrerá, no estado, no período de 8 a 10 de setembro de 2017. Haverá, ainda, balanço anual e demostrativos financeiros da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), com presença do administrador da Secren, Daniel S. Nonato e Silva.

No sábado, 25, o bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini, fará exposição do tema central, com reflexão sobre a Exortação Apostólica “Amoris Laetitia”, do papa Francisco.

O assessor nacional e bispo eleito para a arquidiocese de Goiânia (GO), dom Moacir Arantes, explica que esta Assembleia será para definição do calendário de atividades dos próximos três anos, apresentação dos novos casais coordenadores regionais, além de reestruturação do Núcleo Pedagógico do INAPAF (Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar).
Os participantes irão sugerir, ainda, recordar os pontos principais do Plano de Ação das atividades da Pastoral Familiar no Brasil.

“Desejo que seja momento de partilha e crescimento na unidade, entre os membros de nossa pastoral. Ficarei feliz se conseguirmos planejar nossas atividades para os próximos anos”, comenta dom Moacir.

WhatsApp-Image-20160625 (1)A Assembleia contará com a presença dos casais coordenadores regionais da Pastoral Familiar, padres assessores, bispos referenciais, representantes de movimentos, organismos e institutos de família e, membros da coordenação da Comissão Nacional, sendo o casal coordenador Roque e Verônica, do regional Oeste 2, e Marivone e Volnei, do regional Sul 4, vice-coordenadores.

Planejamento e ação
O bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão para a Vida e a Família, dom João Bosco Barbosa de Sousa, recorda que a Assembleia é momento oportuno para avaliar a caminhada da Pastoral Familiar na Igreja no Brasil, a partir das reflexões e motivações da Exortação Apostólica “Amoris Laetitia”.

“Para todos nós, pastores, casais, cristãos atuantes ou afastados, o papa tem, nesta palavra de Pai e Pastor de toda a Igreja, um ensinamento sólido, que vale a pena ser conhecido sem pressa, página por página, que vem trazer aos corações a alegria plena que Cristo entregou aos seus primeiros discípulos e a nós. A partir deste texto, queremos refletir sobre os grandes desafios que a família tem vivido. Continuamos a trocar experiências, em vista de organizar melhor a articulação da Pastoral Familiar nos regionais, dioceses e paróquias”, disse dom João Bosco.

A programação da Assembleia Nacional inclui, também, a avaliação dos trabalhos desenvolvidos em 2015, Semana Nacional da Família e Semana Nacional da Vida, prestação de contas da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), apresentação dos trabalhos dos regionais, entre outras atividades.

Encontro da Pastoral Familiar do Cone Sul no Chile

Encontro da Pastoral Familiar do Cone Sul no Chile

fotoportada565f4b4852ffd_02122015_1249pmDesde segunda-feira, 30/nov/2015, estiveram reunidos na casa de retiros São Francisco de Sales, em Santiago do Chile, 25 agentes que participam das Comissões Nacionais da Pastoral Familiar da Argentina, Brasil, Paraguai e Chile.

O encontro, convocado pelo Departamento de Família, Vida e Juventude da CELAM, é acompanhado por Mons. Alberto Bochatey osa., e pelo pe. Antonio José Velázquez e quer socializar os resultados conclusivos do I Congresso Latinoamericano de Agentes da Pastoral Familiar, realizado no Panamá, em agosto de 2014, e busca contribuir com algumas propostas de linhas de ação pastoral que deem suporte à evangelização das famílias e à gestação de algumas orientações Latinoamericanas de Pastoral Familiar.

Em um agradável ambiente de fraternidade e eclesialidade, os agentes estiveram compartilhando a beleza de suas vidas e o caminhar da Pastoral Familiar em cada um dos países. Também tiveram um tempo de trabalho por delegações para refletir e responder à consulta sobre a aplicação que acontece nos países do Cone Sul das orientações sobre família que foram propostas no Documento de Aparecida.

As celebrações eucarísticas e os momentos de oração foram uma instância de encontro profundo com o Senhor e entre os irmãos, filhos do mesmo Pai.

Fonte: CELAM.org

Homilia do Santo Padre na vigília de 03/out

Homilia do Santo Padre na vigília de 03/out

Papa Francisco Vaticano Noite

O Papa Francisco, na vigília que antecedeu a abertura dos trabalhos da XIV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, dia 03/out/2015, dirigiu-se aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

 

Queridas famílias, boa noite!

Que bom acender uma pequena candeia na escuridão que nos rodeia? Bem mais seria necessário para dissipar a obscuridade. Mas podem-se vencer as trevas?

Há certas fases da vida (uma vida que, apesar de tudo, está cheia de recursos maravilhosos) em que estas questões se impõem com toda a sua força. À vista das exigências da vida, sente-se a tentação de voltar atrás, desertar e fechar-se, até mesmo em nome da prudência e do realismo, escapando assim da responsabilidade de fazer cabalmente a própria parte.

Recordais a experiência de Elias? O cálculo humano leva o profeta a encher-se de medo, e este impele-o a refugiar-se. «Elias teve medo e saiu dali para salvar a sua vida. (…) Andou quarenta dias e quarenta noites até chegar ao Horeb, o monte de Deus. Tendo chegado ao Horeb, Elias passou a noite numa caverna, onde lhe foi dirigida a palavra do Senhor: “Que fazes aí, Elias?”» (1 Re 19, 3.8-9). Depois, no Horeb, encontrará a resposta, não no vento impetuoso que fendia as rochas, nem no terremoto, nem sequer no fogo. A graça de Deus não ergue a voz; é um murmúrio, de que se apercebem todos aqueles que estão prontos a ouvir a sua brisa suave: exorta-os a sair, a voltar para o mundo, testemunhas do amor de Deus pelo homem, para que o mundo creia…

Com este fôlego, precisamente há um ano nesta mesma Praça, invocamos o Espírito Santo, pedindo que os Padres sinodais – ao debruçar-se sobre a família – soubessem escutar e dialogar tendo os olhos fixos em Jesus, Palavra definitiva do Pai e critério de interpretação de tudo.

Nesta noite, não pode ser diferente a nossa oração. Porque, como recordava o Metropolita Ignazio IV Hazim, sem o Espírito Santo, Deus fica longe, Cristo permanece no passado, a Igreja torna-se uma simples organização, a autoridade transforma-se em domínio, a missão em propaganda, o culto em evocação, o agir dos cristãos numa moral de escravos (cf. Discurso à Conferência Ecumênica de Uppsala, 1968).

Por isso, rezemos para que o Sínodo, cuja abertura é amanhã, saiba reconduzir a uma figura de homem na sua plenitude a experiência conjugal e familiar; reconheça, valorize e proponha tudo o que nela há de belo, bom e santo; abrace as situações de vulnerabilidade, que a põem à prova: a pobreza, a guerra, a doença, o luto, as relações feridas e desfeitas de que brotam contrariedades, ressentimentos e rupturas; lembre a estas famílias, como a todas as famílias, que o Evangelho permanece uma «boa notícia» donde recomeçar. Do tesouro da tradição viva, os Padres saibam tirar palavras de consolação e diretrizes de esperança para famílias chamadas a construir, neste tempo, o futuro da comunidade eclesial e da cidade do homem.

* * *

Com efeito, cada família é sempre uma luz, ainda que ténue, na escuridão do mundo.

A própria história de Jesus no meio dos homens toma forma no seio duma família e, nela, permanecerá durante 30 anos. A sua é uma família como muitas outras, localizada numa remota aldeia da periferia do Império.

Talvez como poucos mais, Carlos de Foucauld intuiu o alcance da espiritualidade que emana de Nazaré. Este grande explorador apressou-se a deixar a carreira militar, fascinado pelo mistério da Sagrada Família, da relação diária de Jesus com os pais e os vizinhos, do trabalho silencioso, da oração humilde. Olhando para a Família de Nazaré, o irmão Carlos sentiu a esterilidade da avidez de riqueza e poder; com o apostolado da bondade, fez-se tudo para todos; atraído pela vida eremita, compreendeu que não se cresce no amor de Deus, evitando a serventia das relações humanas. Porque é amando os outros que se aprende a amar a Deus; é inclinando-se sobre o próximo que nos elevamos para Deus. Através da aproximação fraterna e solidária aos mais pobres e abandonados, ele compreendeu que, afinal, são precisamente eles que nos evangelizam a nós, ajudando-nos a crescer em humanidade.

Para compreender hoje a família, entremos também nós – como Carlos de Foucauld – no mistério da Família de Nazaré, na sua vida escondida, rotineira e comum, como é a vida da maioria das nossas famílias, com as suas penas e as suas alegrias simples; vida tecida de serena paciência nas contrariedades, de respeito pela condição de cada um, de humildade que liberta e floresce no serviço; vida de fraternidade, que brota de sentir-se parte de um único corpo.

A família é lugar de santidade evangélica, realizada nas condições mais comuns. Nela se respira a memória das gerações e mergulham raízes que permitem chegar longe. É lugar do discernimento, onde nos educam a reconhecer o desígnio de Deus acerca da nossa própria vida e a abraçá-lo com confiança. É lugar de gratuidade, de presença discreta, fraterna e solidária, que ensina a sair de si mesmo para acolher o outro, para perdoar e ser perdoados.

* * *

Recomecemos de Nazaré para termos um Sínodo que, mais do que falar de família, saiba ir à sua escola, com a disponibilidade de reconhecer sempre a sua dignidade, consistência e valor, apesar das muitas fadigas e contradições que a possam marcar.

Na «Galileia dos gentios» do nosso tempo, voltaremos a encontrar a espessura duma Igreja que é mãe, capaz de gerar para a vida e cuidadosa em dar continuamente a vida, em acompanhar com dedicação, ternura e força moral. Porque, se não soubermos unir a compaixão à justiça, acabaremos por ser inutilmente severos e profundamente injustos.

Uma Igreja, que é família, sabe apresentar-se com a proximidade e o amor dum pai, que vive a responsabilidade do guardião, que protege sem substituir, que corrige sem humilhar, que educa com o exemplo e a paciência… e, por vezes, simplesmente com o silêncio duma expectativa orante e aberta.

Sobretudo uma Igreja de filhos que se reconhecem irmãos nunca chega a considerar alguém apenas como um fardo, um problema, um custo, uma preocupação ou um risco: o outro é essencialmente um dom, que continua a ser tal mesmo quando percorre estradas diferentes.

A Igreja é casa aberta, alheada de grandezas exteriores, acolhedora no estilo sóbrio dos seus membros e, por isso mesmo, acessível à esperança de paz que existe dentro de cada homem, incluindo aqueles que – provados pela vida – têm o coração ferido e atribulado.

Uma Igreja assim pode verdadeiramente iluminar a noite do homem, apontar-lhe credivelmente a meta e compartilhar os seus passos, precisamente porque ela foi a primeira que viveu a experiência de ser incessantemente regenerada no coração misericordioso do Pai.

Dom João Bosco Falará sobre a SNF

Dom João Bosco Falará sobre a SNF

dom joão boscoIniciamos a Semana Nacional da Família!

E na abertucapa frentera desse forte tempo de evangelização, no dia 09/08/2015, às 13h, na Rede Vida, e depois às 17h48, na Canção Nova, no programa “Igreja no Brasil”, dom João Bosco Barbosa, bispo da Diocese de Osasco e presidente daComissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família e da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, falará sobre o subsídio e sobre os trabalhos da semana. Assista!

Vaticano publica o Instrumentum Laboris para a XIV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos

Vaticano publica o Instrumentum Laboris para a XIV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos

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Foi apresentado hoje, 23/jun, o Instrumentum Laboris para a XIV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá entre os dias 5 e 24/out/2015, no Vaticano.

Em cerca de 80 páginas estão apresentadas as linhas que serão discutidas diante do desafio do anúncio do Evangelho às famílias e da difusão da Boa Nova pelas famílias evangelizadas no meio do mundo.

Trata dos assuntos que mais preocupam a Igreja e que não são somente as questões dos Casos Especiais, mas também fala sobre a formação dos agentes e da construção de uma comunidade eclesial mais consciente de sua missão como Igreja povo de Deus.

Inclui-se também no documento a questão da fragilidade afetiva da pessoa e, consequentemente, das famílias, a questão da misericórdia, da caminhada cristã da penitência e do perdão.

Está em destaque também, como apareceu na lineamenta da assembleia de outubro de 2014, o caminho de preparação ao Sacramento do Matrimônio e o acompanhamento aos recém-casados.

As partes do documento:

PARTE I – ESCUTA DOS DESAFIOS NA FAMÍLIA

Capítulo I – A família e o contexto antropológico-cultural

  • O contexto sócio-cultural
  • A mudança antropológica
  • As contradições culturais
  • Contradições sociais
  • Fragilidade e força da família

 

Capítulo II – A família e o contexto sócio-econômico

  • A família recurso insubstituível da sociedade
  • As políticas em favor da família
  • O desafio de solidão e da precariedade (insegurança)
  • O desafio econômico
  • O desafio da pobreza e da exclusão social
  • O desafio ecológico

 

Capítulo III – Família e Inclusão

  • Idosos (A terceira idade)
  • O desafio de viuvez
  • A última temporada da vida e o luto na família
  • O desafio de deficiência
  • O desafio das migrações
  • Alguns desafios peculiar
  • A família e as crianças
  • O papel das mulheres

 

Capítulo IV – Família, afeto e vida

  • A importância da vida afetiva
  • A formação da afetividade
  • Fragilidade e imaturidade afetiva e emocional
  • O desafio da bioética
  • O desafio para a pastoral

 

PARTE II – O DISCERNIMENTO DA VOCAÇÃO FAMILIAR

Capítulo I – Família e pedagogia divina

  • O olhar de Jesus e da pedagogia divina na história da salvação
  • A Palavra de Deus na família
  • A pedagogia divina
  • Casamento natural e plenitude sacramental
  • Jesus e a família
  • A indissolubilidade, dom e tarefa
  • O estilo da vida familiar
  • A família no plano salvífico de Deus
  • União e fecundidade dos cônjuges
  • A família imagem da Trindade

 

Capítulo II – Família e vida da Igreja

  • A família nos documentos da Igreja
  • A dimensão missionária da família
  • A família caminho da Igreja
  • A medida divina do amor
  • A família em oração
  • Família e Fé
  • Catequese e família
  • A indissolubilidade do matrimônio e a alegria de viver juntos

 

Capítulo III – Família e caminho para a sua plenitude

  • O mistério criacional do matrimônio
  • Verdade e beleza da família e misericórdia para com as famílias feridas e frágeis
  • A ligação íntima entre a Igreja e a família
  • A família dom e tarefa
  • Ajudar a alcançar a plenitude
  • Os jovens e o medo de se casar
  • A misericórdia é a verdade revelada

 

PARTE III – A MISSÃO DA FAMÍLIA DE HOJE

Capítulo I – Família e evangelização

  • Anunciar  o Evangelho da família, hoje, em vários contextos
  • Ternura na família – ternura de Deus
  • A família sujeito da pastoral
  • A liturgia nupcial
  • A família obra de Deus
  • Conversão missionária e linguagem renovada
  • A mediação cultural
  • A Palavra de Deus fonte de vida espiritual para a família
  • A sinfonia das diferenças

 

Capítulo II – Família e formação

  • Preparação para o casamento
  • A formação dos futuros sacerdotes
  • A formação do clero e dos agentes pastorais
  • Familia e instituições públicas
  • O empenho sócio-político em favor da família
  • Pobreza e risco de usura
  • Conduzindo os nubentes no caminho de preparação para o casamento
  • Acompanhar os primeiros anos da vida matrimonial

 

Capítulo III – Família e acompanhamento

  • Cura pastoral das pessoas que vivem em união civil ou em coabitação
  • Em caminho para o sacramento nupcial
  • Curar as famílias feridas (separados, divorciados que não voltaram a casar, divorciados novamente casados, famílias monoparentais)
  • O perdão na família
  • “O grande rio de misericórdia”
  • A arte do acompanhamento
  • Os separados e divorciados fiéis ao vínculo
  • Deus nunca abandona
  • A simplificação de procedimentos e a importância da fé em causas de nulidade
  • A preparação dos operadores e o aumento dos tribunais
  • Linhas pastorais comuns
  • A integração dos divorciados novamente casados ​​civilmente na comunidade cristã
  • O caminho penitencial
  • A participação espiritual na comunhão eclesial
  • Casamentos mistos e com disparidade de culto
  • A peculiaridade da tradição ortodoxa
  • A atenção pastoral para as pessoas com tendências homossexuais

 

Capítulo IV – Família, generatividade, educação

  • A transmissão da vida e o desafio da desnatalidade
  • Responsabilidade generativa
  • Adoção e custódia
  • A vida humana mistério intangível
  • O desafio da educação e o papel da família na evangelização

 

CONCLUSÃO

 

O texto integral pode ser encontrado em http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20150623_instrumentum-xiv-assembly_it.html

Papa Francisco lança uma encíclica sobre o meio ambiente

papa-francescoO Papa Francisco lança nesta quarta-feira, 18/6.

Neste documento, o Papa fala sobre nossa casa, o mundo e lança diversas reflexões e pistas sobre atitudes cristãs diante da preservação do nosso planeta.

Leia o documento neste link: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html